Educação Digital
Este Blog foi criado primeiramente para atender requisitos de uma disciplina, no entanto, anseio que este seja um veículo de grandes oportunidades para quem tiver maior interesse sobre o assunto.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Artigo Educação digital
Artigo: Educação digital
Don Tapscott Segunda-feira, 12 de julho de 2010 -
08h29
SÃO PAULO - Sentar-se mudo diante
de um professor não funciona mais.
Se alguém, congelado há 300 anos,
acordasse hoje e observasse as profissões — um médico numa sala
de cirurgia, um piloto na cabine de um jato, um engenheiro projetando
um automóvel com sistema de CAD —, certamente ficaria maravilhado
ao ver como as tecnologias transformaram o trabalho. Mas se a mesma
pessoa entrasse numa sala de aula na universidade, não teria dúvida
de que algumas coisas não mudaram.
O ensino no velho estilo, com o
professor de pé em frente a um grupo de estudantes, ainda permanece
ativo em muitas universidades. Trata-se de um modelo de mão única,
focado no professor. E o aluno fica isolado no processo de
aprendizagem. No entanto, os estudantes que cresceram num mundo
digital interativo aprendem de forma diferente. Eles querem uma
conversa animada, não uma palestra. Querem uma educação
interativa, não um ensino baseado em difusão. Esses estudantes
apresentam novas demandas às universidades e estas não podem
ignorá-las.
No modelo industrial de produção
de estudantes em massa, o mestre é o transmissor. Um sistema de
difusão corresponde àquele que transmite informação do emissor
para o receptor, em sentido único e linear. Certo, esse sistema é
aperfeiçoado em algumas disciplinas, mediante ensaios, laboratórios
e seminários. E muitos professores trabalham para ir além, mas em
geral o modelo permanece dominante.
O modelo de difusão pode ter sido
adequado para os que nasceram nos anos 40 e 50, cresceram em modo de
difusão, vendo TV, e recebendo difusão de pais para filhos, de
professor para alunos, de políticos para cidadãos, e ainda de
patrões para empregados. No entanto, os jovens da era digital estão
abandonando a televisão de mão única para abraçar a comunicação
interativa e mais estimulante que encontram na internet. A TV está
se tornando uma mídia de fundo, parenta da música para elevadores.
Sentar-se mudo diante da TV — ou de um professor — não funciona
para a geração atual. Os jovens aprendem de um modo diferente, não
sequencial, interativo, assíncrono, multitarefa e colaborativo.
As mentes da nova geração
trabalham de uma forma que as tornará aptas a enfrentar os desafios
da idade digital. Eles estão acostumados à multitarefa e aprenderam
a manejar o excesso de informação. Portanto, esperam uma conversa
de mão dupla. E mais: ter crescido no mundo digital os encoraja a
ser questionadores ativos.
Para se manter relevantes, os
professores terão de abandonar as aulas tradicionais e começar a
ouvir os estudantes, conversar com eles — saindo do modo de difusão
para o modo interativo. Depois, devem encorajar os alunos a descobrir
por si mesmos e aprender um processo de descoberta e pensamento
crítico, em lugar de apenas memorizar o estoque de informações do
professor. Mais: eles precisam encorajar os jovens a colaborar entre
si e com outros fora da universidade. Por fim, eles devem adaptar o
estilo de educação ao estilo de aprendizado individual de seus
alunos.
Assinar:
Comentários (Atom)